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Os Melhores Jogos do PlayStation 4

Fechar os olhos e lembrar da primeira vez que você segurou um controle cinza do PlayStation 1 é uma sensação que poucos aparelhos eletrônicos conseguem provocar. A textura levemente áspera do plástico, o clique dos botões e aquela tela de carregamento aparentemente interminável que, de alguma forma, aumentava a tensão antes de qualquer batalha. Do lançamento do PS1, em 1994, até o DualShock 4, controle do PlayStation 4, em 2013, foram quase duas décadas, e essa jornada é uma das histórias mais ricas da cultura gamer no Brasil.

Aqui no Gamer das Antigas, acompanhamos essa trajetória geração por geração: do PS1 que chegou ao Brasil pelas mãos de camelôs e locadoras, passando pelo PS2 que dominou os anos 2000, até o PlayStation 4, que ainda hoje tem muito a oferecer para quem quer montar uma coleção de qualidade sem gastar o preço de um PS5. Este artigo reúne tudo que você precisa saber: as diferenças reais entre os modelos do console, os preços praticados no mercado brasileiro em 2026, os jogos que você não pode deixar de jogar e por que o PS1, com toda sua imperfeição técnica, ainda encanta de um jeito que nenhum hardware moderno consegue replicar.

De geração em geração: como a franquia PlayStation chegou ao PS4

A revolução do PS1 nos anos 90: quando um CD mudou tudo

O PlayStation 1 não chegou ao Brasil com tapete vermelho. A Sony nunca lançou o console oficialmente no país durante sua era de ouro, uma das razões foi a disputa judicial de marcas com a Gradiente, que havia registrado o nome “PlayStation” por aqui. Mesmo assim, o console invadiu o cotidiano brasileiro por outro caminho: importadores, feiras populares e aquele técnico do bairro que sabia soldar um modchip de olhos fechados. A cópia em CD-ROM foi o que democratizou o acesso, e as locadoras de games foram o espaço onde uma geração inteira descobriu Crash Bandicoot, Resident Evil e Metal Gear Solid.

Mais do que um console, o PS1 foi um fenômeno cultural. Ele retirou o videogame da categoria de “brinquedo de criança” e o transformou em entretenimento para adolescentes e adultos, com histórias sérias, personagens complexos e uma qualidade visual que parecia impossível para a época. Para quem tem entre 35 e 45 anos hoje, o PS1 não é uma peça de coleção: é uma memória afetiva que ainda pulsa.

PS2, PS3 e o caminho até o PlayStation 4

O PS2 chegou com o DVD e um catálogo que até hoje é considerado o mais rico da história dos videogames. O PS3 trouxe processadores avançados, o multiplayer online consolidado e a vitória do Blu-ray sobre o HD-DVD na guerra dos formatos. O PlayStation 4, lançado em 2013, deu um salto gráfico significativo e focou em experiências narrativas e cinematográficas que definiram a geração: jogos que pareciam filmes interativos, com roteiros tão cuidadosos quanto qualquer produção de Hollywood.

Cada console trouxe algo que o anterior não podia imaginar. Mas esse avanço também foi deixando para trás algo difícil de nomear: a textura crua e experimental dos primeiros anos, a sensação de estar descobrindo algo completamente novo. O progresso técnico do PlayStation 4 é inegável, já o impacto emocional de cada era é uma conversa bem diferente, que nenhuma ficha técnica consegue capturar.

PlayStation 4: PS4 Fat, Slim ou Pro, qual modelo vale a pena hoje

O que muda de verdade entre os três modelos

A diferença fundamental está na potência gráfica e na resolução máxima. O PS4 original (chamado de “Fat” pelos colecionadores) e o PS4 Slim compartilham o mesmo hardware gráfico: 1,84 teraflops de processamento de GPU e resolução máxima de 1080p. Não há ganho de imagem entre os dois. O que o Slim oferece é um formato compacto e consumo de energia cerca de 30% menor, 165 W contra os 250 W do Fat, além de suporte a redes Wi-Fi de 5 GHz, que resulta em conexões mais estáveis. É também o mais silencioso dos três.

O PS4 Pro é a exceção. Com GPU de 4,2 teraflops (o dobro dos outros modelos), CPU a 2,1 GHz e saída HDMI 2.0, ele alcança resolução 4K com HDR em títulos compatíveis. Vale mencionar a distinção técnica: alguns jogos entregam 4K nativo, como Destiny 2, enquanto outros, como Horizon Zero Dawn, usam a técnica de checkerboard rendering para simular a resolução. De qualquer forma, a diferença visual em uma TV 4K é perceptível. O custo é um console maior, com consumo que chega a 310 W e ruído audível em sessões longas de jogos mais pesados.

Qual modelo faz sentido dependendo do seu setup

A lógica é direta. Se você tem uma TV 1080p, o PS4 Slim é suficiente e mais barato: roda o catálogo completo com o mesmo desempenho do Fat, mas com menos barulho, menos calor e menos gasto de energia. Se você tem uma TV 4K, o PS4 Pro entrega a diferença visual que justifica o preço maior. O PS4 Fat original só vale a pena se aparecer por um valor bem abaixo do Slim, pois não oferece nenhuma vantagem técnica sobre ele.

Um ponto importante para 2026: nenhum dos três modelos do PlayStation 4 é fabricado oficialmente pela Sony no Brasil. A empresa encerrou a produção e focou totalmente no PS5. Isso muda toda a dinâmica de compra e explica por que o mercado de usados é o caminho natural para quem quer um PS4 hoje. O lado positivo é que os três modelos rodam o mesmo catálogo completo de jogos e são compatíveis com os mesmos acessórios, a decisão se resume a imagem, custo e espaço disponível.

Preços do PlayStation 4 no Brasil em 2026 e como comprar com segurança

Faixas de preço por modelo no mercado nacional

O mercado seminovo é a opção dominante em 2026. Os consoles anunciados como “novos” em marketplaces são, na maioria dos casos, estoques antigos, produtos recondicionados ou versões desbloqueadas. Com isso em mente, as faixas observadas no Mercado Livre, Shopee, OLX e em lojas especializadas como a Nova Era Games ficam assim:

Os pacotes oficiais de console com jogos incluídos, como o PS4 Mega Pack de 2019, já saíram de estoque. A alternativa mais inteligente hoje é comprar o Slim separado e adquirir jogos com desconto na PS Store brasileira, onde títulos como God of War, Horizon Zero Dawn e The Last of Us aparecem com frequência em promoções sazonais, especialmente nas campanhas de fim de ano e nas liquidações do meio do ano.

O que verificar antes de fechar negócio em um PS4 usado

Comprar um PlayStation 4 seminovo exige atenção em alguns pontos críticos. Antes de qualquer coisa, teste a conexão com a PSN: um console banido da rede PlayStation não acessa jogos online, não compra na loja digital e perde boa parte de sua funcionalidade. Teste o leitor de disco com um jogo físico, verifique se os analógicos do controle não têm desvio involuntário de movimento, o chamado drift, e observe se o console não esquenta de forma anormal durante o uso.

Do ponto de vista legal, compras em lojas de produtos usados garantem 90 dias de garantia pelo Código de Defesa do Consumidor. Transações diretas entre pessoas físicas, via OLX ou Facebook, não têm essa proteção. Exija nota fiscal, confira se o número de série da caixa corresponde ao do console e prefira vendedores com histórico verificável. Se a compra for feita à distância, peça vídeos atualizados do console em funcionamento antes de fechar negócio.

Os melhores jogos do PlayStation 4

Os essenciais que todo dono de PS4 precisa ter jogado

O catálogo do PlayStation 4 é um dos mais sólidos da história dos consoles. No topo de qualquer lista séria, segundo o Metacritic, estão Red Dead Redemption 2 e Grand Theft Auto V (nota 97 cada), seguidos de The Last of Us Remastered e Persona 5 Royal (nota 95) e God of War (nota 94). Completam os indispensáveis: The Last of Us Part II, Ghost of Tsushima, Uncharted 4, Bloodborne, Horizon Zero Dawn, Marvel’s Spider-Man, Elden Ring e NieR: Automata.

Cada grupo tem sua identidade própria. Os exclusivos da Sony entregam narrativas cinematográficas de altíssimo nível. Os mundos abertos como Red Dead Redemption 2 e The Witcher 3 absorvem dezenas de horas sem que o jogador perceba o tempo passar. Já os títulos de ação desafiadora como Bloodborne e Elden Ring oferecem atmosfera e dificuldade que poucos jogos conseguem igualar. Grande parte desse catálogo aparece com regularidade em promoções da PS Store brasileira, o que torna o custo total de entrada no ecossistema do PlayStation 4 bem mais acessível do que parece à primeira vista.

O que ainda chega ao PS4 em 2026

Os grandes estúdios já migraram para o PS5. Isso significa que lançamentos de peso como Resident Evil Requiem, Marvel’s Wolverine, Nioh 3 e Crimson Desert são exclusivos da geração atual e não chegam ao PlayStation 4, um fato importante para quem está decidindo entre os dois consoles.

O que ainda chega ao PS4 em 2026 são títulos de nicho e conclusões de séries: The Wolf Among Us 2, muito esperado pelos fãs da Telltale; Prince of Persia: The Sands of Time Remake; Avatar Legends: The Fighting Game, lançado em julho de 2026; e uma seleção de jogos independentes como MOUSE: P.I. for Hire e Lost Hellden. Quem compra um PlayStation 4 hoje está adquirindo acesso a uma biblioteca consolidada e madura, não a uma plataforma em crescimento. Para muita gente, é exatamente isso que faz sentido.

Por que o PS1 ainda encanta mais do que qualquer geração moderna consegue

O charme cru dos anos 90 que nenhum hardware atual recria

As texturas poligonais que tremiam na tela. Os cartões de memória com capacidade ridícula que ensinavam o jogador a escolher o que salvar. As telas de carregamento longas que, sem querer, criavam suspense antes de cada cena importante. Tudo isso é parte essencial da linguagem visual e emocional dos jogos do PS1, não uma limitação técnica que o tempo corrigiu, mas uma estética deliberada. E estéticas não envelhecem da mesma forma que especificações técnicas.

Para quem tem 35 anos hoje e jogou Final Fantasy VII ou Resident Evil em um PS1 desbloqueado alugado na locadora da esquina, nenhuma versão remasterizada carrega o mesmo peso afetivo. Os remakes modernos tentam capturar aquela essência com gráficos atualizados e mecânicas refinadas, mas o que entregam é algo novo, uma obra inspirada em uma memória. A memória original continua vivendo no hardware original.

PS1 como ponto de entrada para quem quer começar uma coleção retrô

Do ponto de vista financeiro, o PS1 é uma porta de entrada muito mais acessível do que o PlayStation 4 para quem está iniciando uma coleção. Um console original bem conservado pode ser encontrado no mercado brasileiro por valores significativamente menores do que um PS4 Slim seminovo, sem contar a diferença no preço dos jogos físicos de cada plataforma. Para quem quer sentir a história da franquia PlayStation desde o início, faz todo sentido começar pelo começo.

No Gamer das Antigas, você encontra guias completos sobre como identificar um PS1 original no mercado nacional, o que verificar antes de comprar, quais são os títulos mais procurados e os preços praticados em plataformas brasileiras. O PS1 e o PlayStation 4 não são concorrentes: são capítulos diferentes de uma mesma história. Colecionadores que entendem isso têm uma relação muito mais rica com a franquia como um todo e uma prateleira que conta essa trajetória de ponta a ponta.

Vale a pena investir no PlayStation 4 em 2026?

A resposta é sim. O PS4 Slim é a escolha mais equilibrada para quem quer entrar na plataforma hoje: compacto, eficiente no consumo de energia, silencioso e com acesso a um catálogo de obras-primas que levaria anos para ser zerado. Se você tem uma TV 4K, o PS4 Pro entrega uma diferença visual real que justifica o preço maior. O catálogo essencial, com Red Dead Redemption 2, God of War, Bloodborne e dezenas de outros títulos aclamados, é motivo suficiente para o investimento.

Em resumo, o PlayStation 4 continua sendo uma excelente opção em 2026, especialmente o PS4 Slim para quem busca custo-benefício. E se há uma coleção retrô para construir antes de chegar ao PS4, o PlayStation 1 é o melhor ponto de partida: é onde tudo começou para uma geração inteira de jogadores brasileiros, e sua magia continua intacta para quem sabe onde procurar. O Gamer das Antigas está aqui para guiar essa jornada, do PS1 ao PlayStation 4, com a memória afetiva e o conhecimento técnico que essa história merece.

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